Jornadas de Etnobotânica e fim-de-semana da Urtiga em Fornos de Algodres
A Câmara Municipal de Fornos de Algodres e a Confraria da Urtiga organizam as VI JORNADAS DE ETNOBOTÂNICA e o III FIM-de-SEMANA da URTIGA, iniciativas que de 13 a 15 de Maio vão proporcionar o conhecimento e vivência de uma terra e um concelho e uma região de características únicas, onde a Natureza e o Homem se entrelaçam no labor e na tradição.
Segundo o autor cubano, Jorge Onélio Cardozo, "o ser humano tem duas grandes fomes, a de pão e a de beleza; a primeira é saciável; a segunda, infindável…"
Nesta sexta edição das Jornadas de Etnobotânica, e terceira edição do "Fim-de-Semana da Urtiga", as entidades organizadoras pretendem saciar estas "duas grandes fomes" humanas, propondo aos participantes um programa que vincula à necessidade de atender a sua "fome de pão", o prazer de saciar a sua "fome de beleza", presente nas paisagens, nas gentes e nos lugares singulares desta região.
Este evento visa promover produtos locais de reconhecida importância no património cultural e na gastronomia regional, dando particular enfoque à Urtiga e à temática do Pão.
A vila de Fornos de Algodres, hoje (re)conhecida como "Capital da Urtiga" era, na Idade Média, identificada como o "Lugar dos Fornos", por aqui existirem diversos fornos de cozedura, supostamente, destinados à produção de pão.
Cultivava-se nesta região grandes quantidades de cereais (centeio, trigo, cevada), outrora, farinados nos moinhos de vento (em Algodres e Maceira) ou nos moinhos (as azenhas) situados na ribeira de Carapito e no rio Mondego sendo depois confeccionados em fornos comunitários, existentes em quase todas as freguesias do Município, onde ainda hoje se mantêm os mesmos processos tradicionais de fabrico deste alimento.
O Pão tem sido, e continuará a ser, um tema agregador de cultura, identidade, tradição e um alimento cuja presença nas nossas mesas é quase mecânica, inquestionável e indispensável.