Já é tempo de se criar um projecto "Azeites de Portugal"
A moer azeitona há mais de meio século, faz tempo que a Cooperativa Agrícola da Vidigueira achou que só isso não era suficiente e empenhou-se num processo de modernização e acompanhamento dos mercados, que passou também por abraçar o projecto da Denominação de Origem Protegida “Azeite do Alentejo Interior”.
Ao longo da última década a CAV tem sido imparável, com a implementação do sistema de autocontrolo HACCP, criação de uma nova imagem para a marca “Relíquia da Vidigueira”, lançamento do Azeite Virgem Extra Monovarietal de Azeitona Galega, instalação de uma nova linha de produção e mais recentemente a criação de um Vinagre de Vinho Branco.
Desde 2006 tem a decorrer um plano de marketing, onde estava delineada a entrada da Cooperativa no mercado africano, nomeadamente Angola e África do Sul e já conseguida com sucesso. Relativamente ao Brasil o gerente da CAV, José Baptista, espera uma evolução mais rápida do que a prevista visto ser um mercado em franca expansão. Está igualmente empenhada no mercado europeu, onde já está presente há mais tempo, procurando em particular a Alemanha e Suécia. Ainda que não seja em volumes muito elevados, continua a trabalhar com os Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, objectivando-se que até final do ano a exportação possa representar 20% do volume de azeite comercializado embalado.
No mercado nacional a Cooperativa tentou reforçar a sua posição no Algarve, o que acredita ter conseguido fazer este ano. Fortaleceu igualmente a sua presença na Costa Alentejana e no Alentejo, por via de um novo distribuidor, e a região de Lisboa é um dos pontos a investir durante o próximo ano uma vez que a sua posição não está de acordo com o perspectivado. Neste momento nas agro-indústrias as dificuldades prendem-se com uma concorrência cada vez mais apertada e novas marcas a surgirem diariamente no mercado. Há também a questão da bolsa dos consumidores porque estamos a falar de um produto que tem uma origem e uma identidade (Alentejo Interior) e isso tem de ser pago, o tem levado a essa constante procura de novos nichos de mercado, como foi o caso de África do Sul. O mesmo acontece com o mercado nacional, em que é preciso procurar os nichos com capacidade para pagarem o azeite.
Com fortes investimentos nos últimos anos, que ultrapassaram o milhão de euros, a Cooperativa aguarda agora que lhes seja paga a parte elegível pelo PRODER para poder avançar com novas ideias e “que não são poucas”.
José Baptista recorda que nos últimos dois anos a Cooperativa modernizou-se e hoje, entre outras, é certificada pela medida ISO:22000 (sistema de gestão de segurança alimentar) e prepara-se para obter outras certificações até para mais rapidamente poder entrar em novos mercados.
A campanha
Quanto à campanha 2010/2011, iniciada a 28 de Outubro, perspectiva-se muito idêntica à do ano passado, com uma ligeira quebra na variedade Galega, mas com a compensação de novos olivais que entraram em produção.
Neste início de campanha, salienta-se o facto dos frutos ainda se encontrarem atrasados na maturação, o que implica frutos verdes com teores de gordura baixos.
O azeite
Relíquia da Vidigueira
- Azeite Virgem
- Azeite Virgem Extra
- Azeite Virgem Extra DOP
- Azeite Virgem Extra Monovarietal de Azeitona Galega
Sol Portugal
(marca internacional)
- Azeite Virgem Extra
- Azeite Virgem Extra DOP
- Azeite Virgem Extra Monovarietal de Azeitona Galega