Sucesso alcançado com base na confiança dos consumidores
Há já quase três décadas que a Interaves – Sociedade Agro-pecuária S.A. opera no mercado, sustentada então, como agora, numa filosofia de qualidade. Especializada em produtos avícolas tem por base a premissa da segurança alimentar, obtida pela rastreabilidade de toda a fileira produtiva no respeito pela qualidade ambiental e por regras de bem-estar animal. Todas estas garantias são-nos dadas pelo administrador-executivo da empresa, Fernando Correia.
Com estas ideias como pilares a empresa cresceu e colocou-se no pódio das maiores empresas do sector avícola em Portugal. O administrador não deixa passar a oportunidade para referir a importância do factor humano, num contínuo processo de formação mas também de entrega total. Por outro lado, o sistema de integração, isto é, são 240 produtores que trabalham directamente com a Interaves, a quem a empresa presta todo o tipo de apoio, mas também controlo, com a certeza de que desta forma está a dar um contributo decisivo para o desenvolvimento económico do meio rural.
Para atingir o patamar onde se encontra a empresa preocupou-se sempre com a diversificação, de produtos e mercados, acompanhada de flexibilização. Hoje produz codornizes, frangos intensivos, frango biológico, frango campestre e perus, entre outros e, embora tente ser o mais abrangente possível, não avança para um novo sector sem antes ter solidificado o anterior. Nos mercados a Interaves está presente no nacional mas procura crescer a nível externo e onde a exigência até é maior, nomeadamente nos países da Europa Central e também em África.
Há tempo suficiente no sector para o conhecer como ninguém, Fernando Correia diz que desde cedo aprendeu que nos produtos alimentares o sucesso depende essencialmente da confiança dos consumidores. A esses consumidores a Interaves chega através dos seus clientes, trabalhando com a grande distribuição e fazendo mesmo algumas marcas próprias. É política da empresa realizar frequentes avaliações / inquéritos junto do consumo, que se estendem à própria empresa e seus funcionários, para medir índices de satisfação.
Avicultura portuguesa é de nível internacional
Sobre a avicultura nacional, Fernando Correia acredita que o facto dos avicultores estarem integrados em regimes fechados permite à actividade ser extremamente competitiva, em seu entender será mesmo “a área de topo” dentro da pecuária nacional, encontrando-se muito perto da auto-suficiência. Além disso 20% dos pintos do dia já são para exportação, o que quererá dizer que a avicultura portuguesa é de nível internacional
Consumo de frango em Modo de Produção Biológico com tendência para crescer
O frango em Modo de Produção Biológico (MPB) é mais uma das exigências dos consumidores, à qual a produção tem de responder. Exige um investimento muito grande na criação de uma estrutura de controlo para além da obrigatória entidade certificadora. Todo este rigor porque é um produto diferenciado, começando o processo logo pela aprovação prévia dos produtores que têm de passar por um período mínimo de reconversão de dois anos, depois segue-se todo o processo produtivo, com a alimentação exclusivamente à base de produtos cerealíferos produzidos em modo biológico, em grande parte ainda importados.
O mercado do frango em MPB ainda é muito pequeno mas tem tendência a crescer. Essa evolução depende da capacidade aquisitiva dos consumidores visto ser um produto mais caro, não só na produção como na própria logística. Neste momento a Interaves já tem muitos clientes fidelizados a este produto, não só em Portugal como também em Espanha e no Luxemburgo, entre outros países.