Mercado nacional de agro-químicos decresceu 1% em 2010
Em 2010 as vendas dos produtos fitofarmacêuticos totalizaram 118 Milhões de Euros, representando uma quebra de 1% em comparação com o ano 2009. Igual variação (-1%) verificou-se ao nível das quantidades vendidas, que em 2010 somaram 21.057 toneladas.
As vendas de agroquímicos em 2010 foram condicionadas pelos elevados índices pluviométricos ocorridos entre Janeiro e Maio, afectando não só a redução do número de tratamentos profiláticos ocorridos nas culturas da vinha e das fruteiras, como também na aplicação de herbicidas e fungicidas nas culturas dos cereais praganosos.
Segundo a informação do instituto de meteorologia, no seu boletim de Maio de 2010 “…. Os valores de precipitação acumulada no período entre 1 de Setembro de 2009 e 10 de Maio de 2010, foram superiores aos valores médios do período 1961-90, … e a percentagem de água no solo, em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas, …, é superior a 50% em todo o território. Estes valores são superiores aos normais para a época…”.
O comportamento da evolução das vendas dos produtos fitofarmacêuticos ao longo do ano, comparativamente com igual período do ano anterior, é observável através do gráfico abaixo exposto:

No quadro abaixo representado verifica-se que os segmentos com maior índice de crescimento em valor foram os Insecticidas, com uma subida de 13%, seguido dos segmentos Fungicidas e Diversos, apenas com 2% de aumento, quando comparados com o ano anterior.
No que respeita às quantidades, o destaque vai para o segmento dos Herbicidas com um crescimento de 9% em relação a 2009.
De entre os vários sub-segmentos do mercado dos Produtos Fitofarmacêuticos com comportamento positivo, destacamos:
- O sub-segmento dos Fungicidas anti-míldios com crescimento de 6%, correspondendo a mais de 2M€ em vendas e o dos fungicidas anti-pedrados nas fruteiras com 16% de evolução positiva, correspondendo a um acréscimo de 1,2M€;
- O sub-segmento dos Herbicidas para a cultura do milho com evolução positiva de 5%, correspondente a um acréscimo de 1,5M€, e o dos Herbicidas para a cultura do arroz com 11,5% de evolução, aos quais corresponderam 400K€;
- O sub-segmento dos Insecticidas piretróides com uma evolução de 18% reflectindo-se em mais de 850K€ de vendas e dos insecticidas do grupo dos neocotinóides acima de 14% de evolução, ao qual correspondeu um incremento de vendas próximo dos 600K€.
Como contraponto a estes segmentos, com destaque negativo na sua evolução (-12% em valor), referimos o Segmento dos Herbicidas baseados em glifosato, que apresentou uma quebra de -32% dando origem a uma perda nas vendas de 5,4M€.

Fonte: ANIPLA - Associação Nacional da Indústria para a Protecção das Plantas