Católica Porto apresenta portefólio de investigação agroalimentar
Azeite e bacalhau com utilizações inovadoras
“Open Day” acaba de dar a conhecer os dois mais recentes projetos da ESB e ainda a parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo do Porto
A Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Católica Porto acaba de apresentar o portefólio de investigação agroalimentar a mais de 60 empresas. Unicer, Grupo RAR, Frulact, Logoplaste, Delta Cafés, Continente ou Pascoal foram apenas algumas das marcas presentes na iniciativa dedicada à investigação e inovação no setor em Portugal, revelando o que de inovador está a acontecer nesta área e a atuação da ESB a este nível. Durante o “Open Day”, as empresas tiveram oportunidade de descobrir como alavancar a sua atividade, tendo em conta, por exemplo, a questão da internacionalização e os apoios do QREN.
Ao longo do dia, a ESB apresentou o seu modelo de ensino, explicando a importância da aproximação das universidades ao tecido empresarial e indicando as vantagens desta matriz de atuação. A iniciativa demonstrou ainda as competências do centro de investigação da Católica Porto, ao focar alguns dos exemplos elencados no portefólio tecnológico. Neste âmbito, é importante destacar a liderança da Escola ao nível da investigação agroalimentar, comprovada nos mais de 40 projectos de investigação desenvolvidos em cooperação com entidades nacionais e internacionais e no portefólio de 12 patentes.
Pérolas de Azeite e Gelatina de Bacalhau
O “Open Day” integrou igualmente a apresentação das duas mais recentes investigações da ESB: “Pérolas de Azeite” e “Gelatina de Bacalhau”. No primeiro caso, tratam-se de pequenas esferas com um milímetro de espessura – formadas a partir de uma técnica de encapsulação, designada por extrusão –, que permitem que, pela primeira vez, seja possível “trincar” azeite. As esferas foram desenvolvidas de modo a maximizar o teor de azeite no seu interior, minimizar a taxa de libertação do líquido ao longo do armazenamento e promover a manutenção das características desde o processo de produção até ao consumo. Este produto gourmet vem diversificar as aplicações gastronómicas do azeite, conferindo-lhe novas texturas.
Já a “Gelatina de Bacalhau” resulta do aproveitamento da pele deste peixe (considerado um resíduo da indústria alimentar), que pode ser utilizado como espessante natural, em substituição do sal e gorduras saturadas, por exemplo, no bacalhau com natas. Além da utilização na indústria alimentar, o produto pode ser usado a nível farmacêutico – nomeadamente na produção de cápsulas –, na fotografia e ainda na indústria cosmética. A gelatina apresenta propriedades como elevada viscosidade, poder espumante e intensificação de sabor e pode ser integrada em produtos alimentares comerciais, reduzindo o teor em gordura e aumentando o valor em proteína.
Parceria com Escola de Hotelaria e Turismo
O evento reservou ainda a formalização da parceria firmada entre a Escola Superior de Biotecnologia e a Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, que se centra na otimização de produtos. Esta cooperação – que resulta da reunião do know-how das duas instituições – possibilita que as empresas acedam a produtos melhorados, quer do ponto de vista da composição quer ao nível da apresentação. Trata-se, sem dúvida, de uma mais-valia para as marcas, na medida em que um produto melhorado conquista um maior número de consumidores, o que se reflete a nível comercial.