A Agricultura como alavanca para a recuperação económica

Actualmente é muito difícil escrever, conversar e negociar sem que a palavra crise se evidencie. Ela surge umas vezes como desabafo, outras tantas como desespero e muitas como estratégia para o negócio. Às vezes ainda para justificar o cada vez mais frágil poder de compra dos portugueses.

Mas para o sector agrícola, a palavra crise há muito que não é novidade. Os agricultores e empresários agrícolas já se acostumaram nos últimos anos a viver lado a lado com esta realidade, por isso podemos dizer hoje que a agricultura está melhor preparada que muitos outros sectores de actividade. Muitos são aqueles que chegam a acreditar ser esta uma oportunidade para os campos voltarem a revestir-se de gente e passarem a ser cultivados de forma a fazer face ao crescente desemprego e consequentes dificuldades económicas sentidas sobretudo nos meios citadinos.

A revista Voz do Campo tem vindo a testemunhar esta tendência e a registar as palavras de esperança dos seus entrevistados.

É com este sentido que também nós acreditamos na recuperação embora a médio longo prazo da economia portuguesa, alavancada em grande parte pelo sector agrícola, graças à continuidade da aposta nos nossos produtos de qualidade já com sinais evidentes de competitividade além fronteiras, como é o caso do vinho, do azeite, das frutas e dos legumes, entre outros.

O futuro tem de ser necessariamente melhor que o presente e é com este espírito que a revista Voz do Campo se prepara para os tempos próximos que começam agora.

Vamos estar mais perto da realidade agrícola nacional, mas sempre atentos ao que se passa quer na Europa quer nos quatro cantos do mundo, já que somos cada vez mais uma aldeia global.

Mudámos a periodicidade de bimestral para mensal porque queremos ser mais eficazes na informação prestada aos nossos leitores.

Mas não queremos ficar por aqui, e já na próxima edição apresentaremos uma imagem renovada e um conteúdo mais rico e actualizado direccionado fundamentalmente para os profissionais do sector.

 

Até lá!

 

Paulo Martins Gomes,

director da Revista Voz do Campo