FSC procura fortalecer parcerias em Portugal e Espanha e acrescentar valor à fileira florestal
Demonstrar o impacto e o valor da certificação FSC para as empresas e marcas ibéricas da fileira industrial florestal, e fortalecer parcerias no desenvolvimento de um setor ambientalmente benéfico e socialmente responsável foram dois dos grandes objetivos do I Encontro Empresarial Ibérico do FSC – Forest Stewardship Council, organização não-governamental independente, sem fins lucrativos, fundada há vinte anos com o propósito de dar resposta às preocupações sobre a desflorestação global, através da promoção de uma gestão responsável das florestas do mundo inteiro.
O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, foi o responsável pela abertura dos trabalhos do encontro, realçando a importância desta indústria exportadora para o país e o valor acrescentado que a certificação florestal da fileira apresenta para uma indústria no qual Portugal é um player global de referência, nomeadamente nos setores da cortiça, pasta e papel e mobiliário.
Atualmente, a fileira florestal representa 9,3 por cento do total das exportações nacionais e é responsável por uma contribuição positiva de 2,25 mil milhões de euros para o saldo da balança comercial do país.
Neste encontro do FSC estiveram reunidos os principais atores do mercado ibérico e foram apresentadas as melhores práticas mundiais, com o objectivo de impulsionar a gestão responsável e a sua certificação, enquanto instrumento determinante de diferenciação e mais-valia em termos de gestão empresarial. Efetivamente, a certificação FSC, utilizada por alguns dos gigantes multinacionais de diversas indústrias, como a The Coca Cola Company, Ikea, Tetra Pak, entre outras, tem demonstrado ser um trunfo para as empresas e marcas no seu processo de internacionalização.
Assim revelam os resultados do mais recente estudo da FSC, realizado pela GfK em 11 países, que concluiu que 80 por cento dos consumidores à escala mundial querem que as empresas se envolvam ativamente e contribuam na resolução dos problemas ambientais e alterações climáticas. O estudo regista que os consumidores têm maior confiança nas empresas e produtos quando estes são apoiados por marcas de certificação, indicando também, de forma esmagadora, que preferem produtos sustentáveis e que tenham por base uma gestão responsável.
A pesquisa global do FSC conclui igualmente que os consumidores da ‘economia verde’ sugerem que as empresas se envolvam mais e assumam responsabilidade na resolução da crise ambiental. Os consumidores confiam nas certificações e são mais leais às marcas ambientalmente responsáveis, e o estudo revela que, no próximo ano, e à escala global, estes pretendem consumir mais produtos amigos do ambiente – confirmando o potencial de crescimento das marcas e empresas que optam pelas práticas sustentáveis.
As conclusões da pesquisa global do FSC indicam claramente que é prioritário incrementar hábitos de consciencialização, e motivar as empresas a colaborar e implementar práticas ambientais, como factor de crescimento, diferenciação e valor acrescentado do seu negócio.
Nuno Calado, Presidente da Direcção do FSC Portugal é peremptório: ‘Estes resultados asseguram-nos que a certificação florestal FSC é uma abordagem essencial para criar valor para o futuro e para uma diferenciação junto dos mercados, através de uma escolha consciente e informada por parte dos consumidores de produtos de origem florestal."
Atualmente o FSC está representada em 45 países e já certificou cerca de 183 milhões de hectares de floresta e 28.000 empresas. Presente há seis anos em Portugal, o FSC quase que quadruplicou a área florestal certificada atingindo cerca de 335.000 hectares, distribuídos por 19 certificados de gestão florestal.
Sobre o FSC – Forest Stewardship Council
Fundada em 1993, a FSC é uma organização independente, não-governamental, sem fins lucrativos, criada para dar resposta às preocupações sobre a desflorestação global e com o objectivo de promover a gestão responsável das florestas do mundo inteiro. O seu objetivo é assegurar que as florestas são geridas de acordo com critérios ambientais, económicos e sociais, internacionalmente reconhecidos, satisfazendo as necessidades da geração atual, sem comprometer as gerações futuras.