Duas passagens pela ESAB, um ensinamento para a vida
Esta é apenas uma breve descrição de um ponto de vista - a minha experiência de passagem pela ESAB, mas que poderá representar a experiência de muitos outros colegas que ao longo dos anos foram passando e aprendendo junto do corpo docente da ESAB. A vantagem na descrição da minha experiência, assemelha-se à de um grupo limitado de alunos que teve a oportunidade de ter desfrutado de duas passagens distintas pela ESAB: uma durante o início dos anos 90, referente aos primórdios da instituição em que se ministravam cursos de nível bacharel, em instalações provisórias, com uma exigência prática que nos permitia diferenciar de outros, de outras instituições; outra no início deste século para complementar os estudos e obter o nível de licenciatura, em instalações recentes construídas e adaptadas para o ensino superior com uma capacidade laboratorial imensa, com especialização adequada aos desafios da região.
Nestas distinções, um ponto comum – o corpo docente, que permite manter uma relação profissional de proximidade muito elevada, mesmo para alguns que tendo passado pelo estrangeiro para obter algum tipo de especialização adicional, ainda hoje regressam à ESAB à procura do seu corpo docente para apoio técnico.
Finalizada a instalação das infra-estruturas, é no corpo docente e técnico que se colocam os grandes desafios, na relevância que têm para o desenvolvimento económico do sector primário na região, agora que o investimento de Alqueva está na fase final de infra-estruturação, seja através da capacitação técnica dos recursos humanos, da prestação de serviços ou dos estudos de adaptação de novas culturas e procura de mercados, em estreita colaboração com os restantes agentes regionais, que permita potenciar o Alentejo.
Jorge Maia – Director Técnico do Centro Operativo Tecnológico de Regadio