Dados RGA: Pequenas explorações desaparecem e as grandes aumentam
Seis meses após a conclusão da recolha de informação do Recenseamento Agrícola 2009 (RA 09) o Instituto Nacional de Estatística (INE) disponibiliza, em formato electrónico e em suporte papel, uma publicação com a análise de resultados.
Esta publicação insere-se no plano de difusão do RA 09 e recorre, sempre que se afigura oportuno, à comparação com a operação censitária anterior (1999) e à caracterização regional e local dos dados. Simultaneamente no portal das estatísticas oficiais disponibiliza-se um vasto número de indicadores que retratam a estrutura das explorações agrícolas para os diferentes níveis geográficos.
Alguns Dados
A estrutura das explorações agrícolas
Em 2009 foram recenseadas 305 mil explorações agrícolas, menos 111 mil do que em 1999, o que significa que em dez anos uma em cada quatro explorações cessou a sua actividade.
A análise da evolução do número de explorações por classes de dimensão da Superfície Agrícola Utilizada (SAU), revela que o desaparecimento das pequenas explorações com menos de 1 hectare de SAU atingiu os 41%, baixando para os 24% nas unidades produtivas entre 1 a 5 hectares de SAU. Em contrapartida, o número de explorações com mais de 100 hectares de SAU registou um aumento na ordem de 6%.
A tipologia das explorações agrícolas
As explorações agrícolas recenseadas em 2009 geraram um Valor da Produção Padrão Total (VPPT) de 4,6 mil milhões de euros, contribuindo o Alentejo com 32% deste valor, seguindo-se a região Centro (30%). De facto e embora em média o VPPT das explorações agrícolas nacionais seja de 15,2 mil euros, verifica-se uma grande heterogeneidade regional que varia entre os 5,9 mil euros na Madeira e os 40,5 mil euros em Lisboa.
A população e a mão-de-obra agrícola
Em 2009 a população agrícola familiar, formada pelo produtor agrícola e pelos membros do seu agregado doméstico, quer trabalhem ou não na exploração, totalizava cerca de 793 mil indivíduos, aproximadamente 7% da população residente e menos 36% da população agrícola familiar recenseada em 1999.
Trabalham na exploração agrícola 83% da população familiar, contribuindo os produtores agrícolas com 45%, seguindo-se os respectivos cônjuges (31%) e finalmente os restantes membros da família (24%).