Quinta dos Termos leva Beira Interior aos quatro cantos do mundo

Mais até do que significa para a Quinta, o prémio de Melhor Vinho conquistado no IV Concurso de Vinhos da Beira Interior, é para o vitivinicultor João Carvalho a demonstração de que a Região é produtora de grandes néctares capazes de ombrear com os melhores.

O dito prémio, referente ao Melhor DOC da Beira Interior e alcançado pelo “Quinta dos Termos Colheita Seleccionada”, não deixa no entanto de representar a gratificação pelo trabalho desenvolvido na Quinta e as potencialidades da Beira Interior, sustenta o produtor de Belmonte.

O vinho, “aromático e brilhante”, é composto pelas castas Touriga Nacional, Trincadeira, Rufete e Syrah. Refira-se que na Quinta todas as castas são vinificadas individualmente, sendo o grande trabalho da enologia conseguir conjugá-las de forma a originar grandes vinhos.

À semelhança dos restantes, também este néctar respeita a uma produção relativamente baixa. Concretamente são 14 mil garrafas destinadas ao mercado nacional.

Ainda assim, na colheita de 2010 a produção total chegou às 700 mil garrafas, quando o mercado nacional apenas tem capacidade de absorção de pouco mais de metade, restando o mercado externo como solução para equilibrar as contas desta balança.

Os mercados nórdicos (europeus), Inglaterra e Brasil são dos preferidos porque, embora muito exigentes, consomem os vinhos a preços mais apetecíveis.

 

 

 

A Quinta

Situa-se em Carvalhal Formoso (Belmonte), nas imediações da Serra da Estrela.

Área: 200 hectares, dos quais 56 plantados com vinha.

 

Quase um laboratório

A Quinta dos Termos quase pode ser considerada um laboratório pois dispõe de 18 castas para vinhos tintos e cinco para vinhos brancos. Justifica-se porque quando arrancou o projecto não se sabia muito bem quais seriam as que melhor se adaptariam. Mesmo assim o viticultor beirão pensa plantar mais algumas a título experimental.

 

A Beira Interior

Sofre da interioridade e embora as auto-estradas tenham desbloqueado um pouco a situação, a perspectiva de virem a ser portajadas poderá atirá-la novamente para o isolamento.

Com vários produtos merecedores de destaque a Região tem capacidade para produzir vinhos muito bem estruturados. “Um vinho equilibrado entre o açúcar do Alentejo e a acidez do Douro”.